Assassinato de reputação: a nova modalidade de guerra na política.

“Character assassination is an intentional attempt to influence the portrayal or reputation of a particular person, whether living or a historical personage, in such a way as to cause others to develop an extremely negative, unethical or unappealing perception of him or her. By its nature, it involves deliberate exaggeration or manipulation of facts to present an untrue picture of the targeted person. For living individuals, this can cause the target to be rejected by his or her community, family, members of his or her living or work environment. Such acts are typically very difficult to reverse or rectify, therefore the process is likened to a literal assassination of a human life. The damage sustained can be life-long and more, or for historical personages, last for many centuries after their death.

In practice, character assassination usually consists of the spreading of rumors and deliberate misinformation on topics relating to one’s morals, integrity, and reputation.

In politics, perhaps the most common form of character assassination is the spread of allegations that a candidate is a liar. Other common themes may include allegations that the candidate is a bad or unpopular member of his family, has a bad relationship with his spouse or children, is disrespected by his former co-workers, or routinely engages in disturbing, socially unacceptable behavior, such as sexual deviancy.” Wikipedia

Antes de começar a escrever sobre o “tema” de hoje, são necessárias algumas conceituações. O texto acima explica o que é, em termos gerais, um assassitato de reputação, expressão que vem do inglês: “character assassination”. Basicamente pode-se dizer que essa modalidade de crime ocorre quando se espalham mentiras e se intensificam comentários negativos sobre uma pessoa pública, a qual se quer “matar socialmete”. Na vida política esse subterfúgio tem se tornado cada vez mais utilizado por inimigos, principalmente em momentos eleitorais.

A última Grande Guerra acabou em 1945. Depois da descoberta da tecnologia nuclear, a possibilitade de uma IIIª Grande Guerra traz consigo o medo de uma distruição global sem precedentes. Provavelmente ninguém sairia ganhado. Mesmo quando se fala em disputas nacionais, a guerra, nos moldes clássicos, não interessa, pois é muito dispendiosa e provoca a perda de muitas vidas. Logo, como se observa, os motivos que levam a diminuição das guerras e disputas sangrentas em muitos países não tem nada a ver com questões humanitárias, mas com as econômicas.

Ultimamente, pois, achou-se uma maneira “barata”, “limpa” e muito eficiente para a aniquilação de adversários políticos. No Brasil, nação cujo povo possui índole pacífica, por natureza, a nova maneira de assassinato (de reputação) não poderia ter “caído melhor”. Possuímos nós, tupiniquins, os principais requisitos para essa modalidade de crime – quais sejam: uma mídia irresponsável, sistema político corruptor, políticos bizarros – para que as “mortes” ocorram todos os dias nas páginas de revistões, jornalões e mídia falada.

Um exemplo internacional desse tipo de prática foi o que aconteceu com o ex-presidente Bill Clinton, que teve sua vida íntima devassada quando seus inimigos descobriram o “affair” que mantinha com a estagiária Mônica Lewinsky. Nesse caso, o tiro saiu pela culatra pois a popularidade do presidente não se abalou e, como consequência do ocorrido – por ter se portado de maneira irrepreensível e não ter abandonado o marido – temos hoje a Mrs. Clinton como grande expoente política, com ambições de chegar à presidência da Casa Branca.

Cá pra nós, pelo que eu me lembre, no governo Getúlio, um jornalistazinho chato – estou falando de Carlos Lacerda – já tentava detonar com a popularidade daquele que era chamado de “Pai dos Pobres”. Pois o presidente deu um tapa de luva em Lacerda e, como todos sabem, em 54, “deixou a vida para entrar na história” com a moral lá em cima, mas a que custo!!!

Depois disso tentaram acusar o Jango de comunista – o homem não passava de um democrata radical. E setrores da mídia nativa têm se aprimorado nessa prática, cujo principal representante é o colunista “sela”¹ Diogo Mainardi ( se é que essa criatura pode ser chamada de jornalista). Eu tava lendo o blog do Nassif, onde ele explicava que essas pessoas – que se dizem e ganham como jornalistas – vão lá e compram dossiês preparados sobre seus desafetos, não pesquisam minimanente a procedência das “supostas” falcatruas, publicam nos seus meios de comunicação nojentos aquilo que lhes interessa, destroem a reputação de uma pessoa pública; raramente, quando errados, dão espaço compatível para que a pessoa que sofreu as calúnias e se retrate, e, quando a coisa aperta, denunciam e entregam suas fontes. Não há nem rastro de ética, sequer com os informantes.

Isso nos faz concluir que guerras não são mais necessárias, se antes um inimigo dependia do uso da força física para destruir o outro, hoje o faz com sua reputação. Não vou fazer apologia a guerras, mas o que posso dizer é que, definitivamente a ética está agonizando no jornalismo tupiniquim. Isso é muito triste, porque um jornalista deveria, mais do que qualquer outro profissional, usar seu conhecimento para escalecer a sociedade, e tem feito exatamente o contrário, tem confundido, manipulado e enganado, em benefício de interesses corporativos e individuais. Das que eu tenho conhecimento, essa é a maneira mais desprezível de se atacar uma pessoa, pois, normalmente espalha-se sorrateiramente informações que tomam, na mídia golpista, status de verdade e raramente se prova algo.

Hoje li que o governo do presidente Lula atingiu o maior índide de aprovação desde 2003². É de conhecimento, até do reino mineral – como diz o Mino – que Lula e seu governo têm sido alvo de um dos maiores bombardeios de mentiras e notícias negativas da mídia, seus ministros mais representativos caíram, desde o início do governo, um a um. Denunciados por elementos, no mínimo esquisitos, criaturas que saiam do submundo para tornarem-se celebridades na cena política. Ocorre que, por mais estranho que pareça a popularidade do ex-metalúrgico abusado só faz aumentar, a despeito da tentativa ininterrupa de assissato de reputação. Pra mim está provado que não é apenas por carisma que Lula sobe no conceito dos brasileiros a cada dia, isso não suportaria a artilharia pesada da mídia golpista. Hoje, nos blog do Azenha, do Paulo Henrique Amorim, na resposta que o senador Suplicy deu acerca da popularidade do Lula, podemos encontrar essa resposta. Apesar de não ser irreprensível, o governo tem conseguido superar os ataques irresponsáveis e desmedidos de alguns jornalistas porque melhorou as condições de vida das pessoas mais humildes no país, e nada que a mídia golpista e o PIG tenham criado, conseguiu aniquilar a popularidade do governo.

Provavelmente, no caso nativo, as artimanhas da mídia tenham se tornado contraproducentes, porque a cada crise que inventam, a cada grande escândalo que criam, a popularidade de Lula só faz aumentar.

Quando li, na internet, que o índice de aprovação do governo tinha subido, na hora, me veio na cabeça uma história em quadrinhos que dizia assim:

Manchete do jornal “o Tal”: Popularidade do ex-metalúrgico abusado só faz subir!

Não muito longe dali, na redação de uma revista de circulação nacional, na sala do editor chefe voam troféus e prêmios pela janela:

– Arghhhhh!!! Manda buscar aquele informante que disse que tem o dossiê bombástico sobre o Ministro Fulano de Tal e manda o responsável pela fabricação das últimas calúnias pra ruaaaaaa!!!!!

Aguardemos as cenas do próximo escândalo fabricado!!!

_________________________

¹nome que se dá ao colunista pouco informado que se deixa “cavalgar” pela fonte, tornando-se mero repassador de recados, em troca da repercussão que as notas proporcionam. (fonte: http://www.luis.nassif.googlepages.com).

²fonte:http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Pol%C3%ADtica&newsID=a1769767.xml procurei uma fonte idônea, pelo menos nessa notícia a ZH foi assim.

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~ por laurams em fevereiro 19, 2008.

3 Respostas to “Assassinato de reputação: a nova modalidade de guerra na política.”

  1. Laura, a midia brasileira eh criminosa. Eu li essa noticia e fiquei bastante feliz, mas a primeira perunta que fiz ao Edu foi: Porque sera que eles publicaram isso ? Um afogo repentino ? Estou desconfiada…

    Vamos sim esperar as cenas dos proximos capitulos.

    bjs
    Lys

  2. ElEs publicaram pq sabiam que alguém ia publicar, algum jornal mais imparcial, então os jornalões não podiam ficar por último. Eles são movidos a furos jornalisticos. Outra coisa, imagina como qq jornal do Brasil ia ser criticado se não tivesse dado essa notícia, iriam dar razão aos críticos, que somos nós, para chamar-los de parciais. Só por isso que deram essa notícia, mas que se mordem de raiva a cada vez que isso ocorre, ah se mordem!!!
    E eu fico rindo a toa!!!!
    Bjoss querida!!

  3. Kkkk… eu tambem 🙂
    bjs
    Lys

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